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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Salto do Yucumã jpa sofre alteraçõs devido a construção de usinas

      Apesar da não concordância de engenheiros do Ministério de Minas e Energia, o Salto do Yucumã já foi afetado pela construção de barragens como Machadinho, Itá e Foz do Chapecó e as mudanças já são visíveis no maior Salto longitudinal do mundo.
Novas usinas podem aumentar efeitos
      A preocupação foi trazida pelo prefeito de Derrubadas, onde se localiza o Salto, Almir José Bagega, ele afirma que as mudanças Já repercutem em efeito cascata na visibilidade do salto. Bagega reclama que os estudos de impacto ambiental nessas usinas não levaram em consideração o município em cujo território fica o maior salto longitudinal do mundo.
      Para reverter a situação, o prefeito de Derrubadas se uniu com o prefeito de Barra do Guarita para acionar o Ministério Público Federal (MPF) na tentativa de incluir os dois municípios no estudo do impacto ambiental da usina que será construída em Itapiranga e Pinheirinho do Vale e que pode ampliar os efeitos sobre o Salto do Yucumã.
      Conforme o prefeito, a movimentação visa apenas incluir o município nos estudos de impacto ambiental, sem nenhuma tentativa de barrar o processo. Um projeto de extensão desenvolvido por alunos do Cesnors também acompanha o processo e busca mobilizar forças para evitar danos ao Salto.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Mesmo sem análise técnica deputado diz que não há risco no Salto do Yucumã

    Não há risco de que o Salto do Yucumã, maior queda d’água longitudinal do mundo, desapareça em função da construção das usinas de Garabi e Panambi, no Rio Uruguai. A afirmação é do deputado federal Jerônimo Goergen (PP-RS), baseado em informações fornecidas pelo secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, em audiência realizada, em Brasília.
Deputado defende a construção de usinas
     O assunto veio a tona na última semana quando Ong’s e lideranças da região demonstraram preocupação com a possibilidade de alteraçõs no Salto, devido a construção de novas usinas. Integrantes da referida ONG afirmam que o Salto já sofreu mudanças com a construção da usina do Foz do Chapecó e estão preocupados com o futuro do Yucumã.
     Para Goergen, a construção das usinas hidrelétrica é uma demanda tanto do Estado quanto do país. Ele aponta a geração de empregos na construção da obra e a agregação de retornos fiscais, além de dar um outro contexto de infraestrutura como um todo para a região. Embora os estudos técnicos ainda não tenham sido iniciados para descartar defnitivamente a possibilidade de desaparecimento do Salto do Yucumã, Goergen afirma que o modelo de Garabi e Panambi leva em consideração a preservação do Salto.
       O Secretário-Executivo do Ministério de Minas e Energia garantiu que após a conclusão dos estudos serão promovidas reuniões com as prefeituras de municípios envolvidos para o esclarecimento de quais serão as áreas inundadas, para que haja indenização e realocação de possíveis moradores atingidos. Na audiência em Brasília, estiveram presentes os prefeitos municipais de Tenente Portela, Clairton Carboni, de Derrubadas, Almir Bagega, de Santo Ângelo, Eduardo Loureiro.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Salto do Yucumã a perigo com a construção de novas usinas

     O maior salto longitudinal do mundo, o Salto do Yucumã, corre o risco de ficar submerso e desaparecer. O alerta é de pesquisadores e ambientalistas diante do projeto de construção das usinas hidrelétricas de Panambi e Garabi no rio Uruguai, na fronteira entre Brasil e Argentina.
Novas usinas podem causar grandes estragos
     Ainda não há estudos técnicos sobre a potencial ameaça à beleza natural, mas a usina Foz do Chapecó, também no rio Uruguai, já teria impactado no Salto do Yucumã com o afundamento dos leitos e o desaparecimento de algumas cachoeiras, sendo que a construção de novas usinas poderia causar danos maiores a uma das grandes belezas naturais do estado.
    De acordo com a Eletrobras, ainda não foram realizados os estudos sobre os impactos ambientais da construção das usinas. A empresa garante, no entanto, a preservação do Salto do Yucumã. Grupos organizados já se mobilizam em relação aos efeitos das novas usinas, mas reclamam da ausência de informações sobre os impactos sociais do empreendimento, que deve começar a ser construído em 2012, com recursos da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2).
     Panambi e Garabi formarão lagos que inundariam 96.960 hectares. A construção de ambas representaria um custo superior a U$S 5,2 bilhões, com capacidade instalada total estimada em 2.200 MW. Em termos comparativos, Belo Monte terá potência instalada de 11.233 MW.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Agora no Senado: CÓDIGO FLORESTAL volta à pauta

     O primeiro relatório no Senado sobre o projeto de lei 30/2011, que altera o Código Florestal Brasileiro, deve ser apresentado dia 24 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Senadores iniciam debate sobre o polêmico tema
     O relator do projeto na CCJ, o senador Luiz Henrique da Silveira, fez a solicitação ao presidente da comissão, senador Eunício de Oliveira, mas a data ainda não foi confirmada. A ideia de Silveira é na CCJ dar parecer sobre a constitucionalidade e juridicidade do projeto.
     A avaliação de 25 emendas recebidas deve ficar para voto, em setembro, na Comissão de Agricultura (CRA), da qual Silveira também é relator. Amanhã, as comissões de Agricultura, Meio Ambiente e Ciência e Tecnologia realizam sessão com o relator do documento na Câmara, deputado Aldo Rebelo.
     Também seguem ações contra a aprovação do projeto. O Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável começou abaixo-assinado para ultrapassar 10 mil adesões.