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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Salto do Yucumã a perigo com a construção de novas usinas

     O maior salto longitudinal do mundo, o Salto do Yucumã, corre o risco de ficar submerso e desaparecer. O alerta é de pesquisadores e ambientalistas diante do projeto de construção das usinas hidrelétricas de Panambi e Garabi no rio Uruguai, na fronteira entre Brasil e Argentina.
Novas usinas podem causar grandes estragos
     Ainda não há estudos técnicos sobre a potencial ameaça à beleza natural, mas a usina Foz do Chapecó, também no rio Uruguai, já teria impactado no Salto do Yucumã com o afundamento dos leitos e o desaparecimento de algumas cachoeiras, sendo que a construção de novas usinas poderia causar danos maiores a uma das grandes belezas naturais do estado.
    De acordo com a Eletrobras, ainda não foram realizados os estudos sobre os impactos ambientais da construção das usinas. A empresa garante, no entanto, a preservação do Salto do Yucumã. Grupos organizados já se mobilizam em relação aos efeitos das novas usinas, mas reclamam da ausência de informações sobre os impactos sociais do empreendimento, que deve começar a ser construído em 2012, com recursos da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2).
     Panambi e Garabi formarão lagos que inundariam 96.960 hectares. A construção de ambas representaria um custo superior a U$S 5,2 bilhões, com capacidade instalada total estimada em 2.200 MW. Em termos comparativos, Belo Monte terá potência instalada de 11.233 MW.

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