O Governo do Estado, só vai negociar um aumento de salário para os soldados e tentes da Brigada Militar se a onda de protestos forem interrompidas pela categoria. A condição foi imposta nesta quinta-feira (1°) em encontro com dirigentes da Associação Beneficente Antonio Mendes Filho (ABAMF), que representa os soldados da Brigada.
![]() |
| Novos protestos, apesar de ultimato do Governo |
Conforme o Governo, para negociar com os soldados da Brigada Militar um aumento salarial os brigadianos precisam encerrar a sequência de protestos com queima de pneus em rodovias do interior gaúcho. Se isso ocorrer, o Governador prometeu apresentar um calendário de reajustes para a Brigada Militar até o próximo dia 9.
O recado foi dado pelo chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, ele defendeu o fim das manifestações, com queimas de pneus e bloqueios de estradas, como condição para não interromper a negociação com a categoria. Na madrugada desta quinta, pneus foram queimados na avenida Castelo Branco, na entrada de Porto Alegre e os atos vem se repetindo em várias partes do estado.
Reconhecemos a legitimidade da reivindicação dos brigadianos por melhores salários e estamos dialogando com a categoria a fim de construir uma proposta que atenda às necessidades da categoria. No entanto, o avanço da negociação não pode estar vinculado aos protestos. Não queremos romper o diálogo, mas enquanto houver esse tipo de manifestação, não vamos apresentar proposta”, disse Pestana.
De acordo com o presidente da ABAMF, Leonel Lucas, as manifestações não são de responsabilidade da entidade, mas de setores que estariam interessados em prejudicar as negociações. Lucas garantiu ter o controle de todos os atos praticados pela entidade e que nenhuma manifestação será realizada até a apresentação do calendário de reajuste. A categoria defende um reajuste imediato de 25% nos salários e a chegada em R$ 3,2 mil até 2014.
Mesmo com o ultimato do governo, novos protestos voltaram a ocorrer nesta madrugada em várias partes do estado sendo registrados pelo menos 7 barreiras com queima de pneus no estado. Os protestos também estão presentes na nossa região onde já ocorreu interrupção da BR 386 em uma madrugada do último mês. Na entrada para o município de Palmitinho na RS 472, próximo a sede da comunidade da Linha Santo Antônio, uma faixa destaca que a categoria recebe o menor salário do Brasil, comparada a outros estados.


Nenhum comentário:
Postar um comentário