| Acidente matou 190 passageiros em 2007 |
Eles são considerados responsáveis pela tragédia que matou 199 pessoas no dia 17 de julho de 2007, no Aeroporto de Congonhas. Todos responderão pelo crime de “atentado contra a segurança de transporte aéreo” na modalidade culposa. Se condenados, os denunciados podem pegar de um a três anos de detenção, porém o MPF defende que seja aplicada uma pena maior, de quatro a doze anos.
De acordo com a denúncia do procurador Rodrigo de Grandis, o diretor e o vice-presidente da TAM tinham conhecimento “das péssimas condições de atrito e frenagem da pista principal do aeroporto de Congonhas” e, mesmo assim, não tomaram providências para que, em condições de pista molhada, os pousos fossem redirecionados para outros aeroportos. Ambos também são acusados de não divulgar, a partir de janeiro de 2007, as mudanças de procedimento de operação com o reversor desativado do Airbus-320.
Já a então diretora da Anac, Denise Abreu, é acusada de agir com imprudência, ao liberar a pista do aeroporto de Congonhas, a partir do dia 29 de junho de 2007, “sem a realização do serviço de ‘grooving’ e sem realizar formalmente uma inspeção, a fim de atestar sua condição operacional em conformidade com os padrões de segurança aeronáutica”.
A ação do MPF foi considerada positiva pelo presidente da Associação de Familiares e Amigos das Vítimas do Voo TAM jj3054 (Afavitam), Dario Scott. Ele espera agora que a Justiça aceite a denúncia o mais rapidamente possível.

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