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quarta-feira, 13 de julho de 2011

Para MPF, Anac e TAM são culpadas por acidente que matou 190 passageiros

Acidente matou 190 passageiros em 2007
     O Ministério Público Federal – MPF de São Paulo denunciou à Justiça a ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Denise Maria Ayres Abreu, o vice-presidente de Operações da TAM, Alberto Fajerman e o diretor de segurança de voo da companhia, Marco Aurélio dos Santos de Miranda e Castro.
     Eles são considerados responsáveis pela tragédia que matou 199 pessoas no dia 17 de julho de 2007, no Aeroporto de Congonhas. Todos responderão pelo crime de “atentado contra a segurança de transporte aéreo” na modalidade culposa. Se condenados, os denunciados podem pegar de um a três anos de detenção, porém o MPF defende que seja aplicada uma pena maior, de quatro a doze anos.
     De acordo com a denúncia do procurador Rodrigo de Grandis, o diretor e o vice-presidente da TAM tinham conhecimento “das péssimas condições de atrito e frenagem da pista principal do aeroporto de Congonhas” e, mesmo assim, não tomaram providências para que, em condições de pista molhada, os pousos fossem redirecionados para outros aeroportos. Ambos também são acusados de não divulgar, a partir de janeiro de 2007, as mudanças de procedimento de operação com o reversor desativado do Airbus-320.
      Já a então diretora da Anac, Denise Abreu, é acusada de agir com imprudência, ao liberar a pista do aeroporto de Congonhas, a partir do dia 29 de junho de 2007, “sem a realização do serviço de ‘grooving’ e sem realizar formalmente uma inspeção, a fim de atestar sua condição operacional em conformidade com os padrões de segurança aeronáutica”.
     A ação do MPF foi considerada positiva pelo presidente da Associação de Familiares e Amigos das Vítimas do Voo TAM jj3054 (Afavitam), Dario Scott. Ele espera agora que a Justiça aceite a denúncia o mais rapidamente possível.

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