A possibilidade de uso dos recursos do Pré-Sal para investimentos em saúde foi descartada nesta quarta-feira (07) pelo Miinistro de Minas e Energia, Edison Lobão, segundo ele o pré-sal não é opção de nova fonte para financiamento da saúde brasileira porque o dinheiro da exploração desse petróleo ainda não existe.
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| Segundo Ministro, Pré-sal só dará retorno em 7 ou 8 anos |
- "O pré-sal vai produzir daqui a sete, oito anos. Portanto, não podemos distribuir recursos que ainda não existem. A Saúde precisa de recursos já e o governo está procurando outras soluções", assinalou.
Na semana passada, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, defendeu o pré-sal como uma das possíveis novas fontes de financiamento do sistema público de saúde. Ele sugeriu ainda o aumento de impostos sobre os cigarros e as bebidas alcoólicas.
O governo discute uma nova forma de ampliar os aportes para o setor, mas a proposta de criação de um novo imposto nos moldes da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), já extinta, enfrenta resistência de políticos da oposição e até da base do governo. Governadores, porém, defendem a ideia. Lobão observou ainda que "não há a menor possibilidade" de recursos da Petrobras serem usados na Saúde.
Conforme Lobão, o Ministério de Minas e Energia está finalizando proposta que será apresentada no dia 14, na tentativa de evitar a derrubada do veto do ex-presidente Lula à chamada emenda Ibsen, que prevê a distribuição igualitária dos royalties do petróleo entre os estados.


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