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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Mais de 30 anos depois, morte de Jango volta a ser investigada

      Após mais de três décadas, a morte de João Goulart - ocorrida no dia 6 de dezembro de 1976 em Mercedes, na Argentina - ainda é controversa. A família do ex-presidente nunca aceitou a versão oficial de que um ataque cardíaco teria tirado a sua vida. O processo que investiga a causa no Ministério Público Federal havia sido arquivado no ano passado, mas foi reaberto depois que parentes do ex-presidente recorreram da decisão.
Jango morreu em 1976
     A família defende que há evidências de que Jango tenha sido envenenado com cianureto de potássio. Segundo o advogado Christopher Goulart, 35 anos, neto do ex-presidente, o objetivo dos familiares não é apenas esclarecer como Jango morreu, mas também fazer um resgate do seu legado.
      Ele demonstra otimismo com a reabertura do processo, mas afirma que o caso pode ser levado, também, a esferas internacionais e lamenta o fato de que quando Jango morreu, em 1976, o governo brasileiro sequer chegou a decretar luto oficial. Em um primeiro momento, não permitiu que o corpo fosse trazido, por terra, para o Rio Grande do Sul, contou.
      O neto acredita que ações contestadas no passado, como a aceitação do parlamentarismo em 1961, e a retirada rumo ao exílio em 1964, hoje são vistas com outros olhos.

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