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terça-feira, 19 de julho de 2011

Brasileiros aprovam cotas, mas ainda discriminam negros e indígenas

    Os brasileiros aprovam cotas em universidades, mas discriminam negros.
   A afirmação foi confirmada por pesquisa feita pelo DataSenado que mostra que a maioria da população aprova as cotas em universidades. O sistema de reserva de vagas nos vestibulares para negros, índios, pobres, deficientes e alunos de escolas públicas é visto como uma boa medida, principalmente, pelas pessoas de baixa renda. Os mais ricos são contra as cotas, revelou o estudo.
Negros ainda sofrem restrições em relação a cotas em universidades
    A concordância com a existência de cotas obrigatórias para ingresso nas universidades públicas diminui à medida que aumentam renda e grau de escolaridade do entrevistado. Entre aqueles que disseram ter renda superior a 10 salários mínimos, a maioria desaprova a reserva de vagas para candidatos negros e indígenas: 70 por cento e 53 por cento, respectivamente, manifestaram-se contra as cotas para esses públicos.
    Na avaliação geral da pesquisa, 85 por cento concordam com a reserva de vagas para pessoas com deficiência, 83 por cento concordam a reserva para pessoas de baixa renda e 78 por cento com cotas para estudantes da rede pública. O menor percentual de defesa de cotas se encontra entre indigenas e negros com 73 e 66 por cento respectivamente.
   Para fazer a pesquisa, o DataSenado realizou 1.343 entrevistas por telefone, entre 24 de junho e 7 de julho de 2011, em 119 municípios brasileiros, incluindo todas as capitais. A margem de erro da pesquisa é de três pontos para mais ou para menos.

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