Se existe uma profissão que exige atitudes rápidas e ágeis, um alto grau de conhecimento e discernimento em saber o que é verdadeiro ou o que é boataria. Essa chama-se jornalismo.
Em meio a um bombardeio de informações que se confrontam em cada conversa de esquina e na relação diária com pessoas(uma das características do jornalista), temos que saber diferir entre o que é informação ou o que é suposições vagas e sem fundamentação. Aprendi na faculdade, ao longo de horas dedicadas em meio a correria a as funções paralelas que a rotina nos impunha, que em situações como essas devemos usar o “senso jornalístico”, desde que este seja fundamentado em fontes seguras e comprometidas com aquilo que realmente devemos passar ao nosso leitor, ouvinte ou telespectador, a verdade.
Em nossa curta vida de jornalista formado, mas com larga experiência na área, tivemos um exemplo claro de como colocar o conceito de jornalismo na prática ao tratar do badalado tema ERS-528. Em cada esquina, em cada encontro, uma informação diferente, uma história contada e fatos sub-entendidos no ar. Cabe ressaltar que o jornalista tem uma responsabilidade enorme, pois tem o poder de mediar questões e debates públicos, o chamado agendamento de discurso, tema de nosso trabalho de conclusão de curso. No momento em que lançamos informações no ar sem a devida apuração e sem consultar fontes seguras, podemos causar um alvoroço no público, surgindo histórias com vários desfechos, e acredito que talvez tenha sido isso que ocorreu.
Ao assumir um novo governo a população fica apreensiva em relação à sequência das obras em andamento, neste caso, a função do jornalista é buscar mediar os anseios da população que fica com dúvidas e o pensamento do governo que ora assume. Ao pautar esse tema e ouvindo as duas fontes envolvidas o jornalista traz uma conclusão que atende o interesse público e elimina as dúvidas da população. Cabe ressaltar que um bom jornalista deve sempre buscar o interesse público e seus anseios pessoais não podem se sobressair ao interesse do povão. Mas enfim, foi exatamente isso que ocorreu, após 11 dias do novo governo assumir, o assunto surgiu na mídia ocasionando na audiência marcada com o Secretário de Infraestrutura e Logística Beto Albuquerque. A garantia de que a obra continuaria foi dada e os nervos e alvoroços dos populares foram sanados, era o jornalismo cumprindo seu papel.
Passados uns 15 dias, de repente alguém alfere que o britador seria retirado de Tenente Portela, esse alguém comenta com outro alguém que liga a retirada do britador com a paralização da obra, a notícia chega ao prefeito de Palmitinho que contata a empresa responsável pela obra que confirma a retirada do britador. Qual será o papel do jornalista neste caso? Ele deve lançar a idéia no ar afirmando que a obra esta prestes a ser paralisada, após ouvir uma única fonte, "talvez confiável"?. Se isso é jornalismo, estive na faculdade errada;
Passados uns 15 dias, de repente alguém alfere que o britador seria retirado de Tenente Portela, esse alguém comenta com outro alguém que liga a retirada do britador com a paralização da obra, a notícia chega ao prefeito de Palmitinho que contata a empresa responsável pela obra que confirma a retirada do britador. Qual será o papel do jornalista neste caso? Ele deve lançar a idéia no ar afirmando que a obra esta prestes a ser paralisada, após ouvir uma única fonte, "talvez confiável"?. Se isso é jornalismo, estive na faculdade errada;
Primeiro não devo lançar histórias sem antes ouvir as fontes envolvidas, no caso, preciso saber o que ocasionaria a retirada do britador e qual a posição do governo a respeito. Antes de lançar conclusões, jornalista não deve concluir antes de investigar. Ao fazer essa pesquisa lança-se a notícia e força-se esclarecimentos do governo, da empresa para com as lideranças representativas dos municípios envolvidos. Não vejo que isso tenha ocorrido, surgiu a mais pura onda de boataria sem afirmações concretas e com suposições no ar, inverteu-se o papel as conversas de esquina pararam na mídia e como telefone sem fio a notícia correu as ruas, ganhando versões loucamente desencontradas, para quem chegava a cidade à notícia da paralisação da obra era dada como certa. Então, em uma corrida contra o tempo os defensores do governo marcaram uma agenda para evitar ainda mais estórias e “boatos”.
Resumindo, o encontro reuniu lideranças com Governo que esteve representado por seu segundo escalão devido à velocidade solicitada para a audiência. Dúvidas foram tiradas e tudo aquilo que já sabíamos por parte do governo foi mantido, a obra continua dentro do cronograma inicial apresentado pelo Governo, a retirada do britador foi acertado com a empresa e o cronograma não deve ser afetado, pois a empresa se comprometeu, segundo o Governo, em suprir a demanda com a contratação de uma empresa terceirizada que ira suprir a saída do britador. Porém, a pressa que foi empreendida na agenda e o atropelamento do que deve ser um jornalista, ocasionou na não participação da empresa e a insegurança da população continua. Um exemplo do que não deve fazer um jornalista, pois a partir daí alguém pode falar pra alguém que a empresa não confirma a informação e esse alguém pode dizer que a obra está parando e pode surgir um outro jornalista que acredita em boatos que lancará a idéia no ar sem consultar as fontes devidas e povo enlouquece denovo....
O que temos de certo até agora? A obra continua, nenhuma fonte me falou que não e por isso não posso, como jornalista, concluir que vai parar. A galinha nem nasceu e a gemada pareçe estar no ponto.
O que temos de certo até agora? A obra continua, nenhuma fonte me falou que não e por isso não posso, como jornalista, concluir que vai parar. A galinha nem nasceu e a gemada pareçe estar no ponto.
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