Manchetes, reportagens especiais, crônicas, biografias, seriados, contos, narrativas, histórias...!Os meios de comunicação brasileiros e mundiais destacaram com amplitude e de forma espetacularizada a renúncia de Fidel Castro da presidência de Cuba.
Foram 49 anos, desde a tomada do poder pelo comunismo através da heróica Revolução Cubana, protagonizada pelos mitos do comunismo latino-americano; Ernesto Che Guevarra, Camilo Cienfuegos, Fidel Castro e por uma multidão de pessoas que em nenhum instante se curvaram perante as ameaças do então governo de Fulgêncio Batista, aliado e subordinado as ordens da Cia americana.
Percebemos ao sentar em nosso sofá e nos depararmos com as noticias da renúncia e da esperança da “liberdade” do povo cubano, apresentados pela mídia, que as histórias contadas não condizem com a verdadeira realidade cubana, pois a liberdade em nossa concepção não se dá apenas com o direito de ir e vir, de votar, de criticar, mas antes disso, deve ser vista como o direito a terra, a saúde, a educação de qualidade, como investimento e não como despesa para o estado. Pois não adiantaria termos liberdade se não tivéssemos condições e formação necessária para exercê-la.
Devemos ressaltar que apesar de o povo cubano ser regulado por uma série de leis que lhes proíbe muitas coisas que em outros recantos do mundo são permitidos, os fatores mais importantes que é, na concepção socialista do mundo, a valorização do homem como parte principal do processo, não é lembrada, o que exclui a possibilidade dos telespectadores, radio ouvintes ou leitores de conhecerem o regime cubano como ele realmente funciona.
Por isso, queremos citar alguns exemplos, comparando-os com nossa realidade, onde existe a tão defendida liberdade, mas que não se tem o direito à vida, onde a fome habita, onde o analfabetismo bloqueia a construção do conhecimento, onde a violência destrói e mata, onde a impunidade reina infinitamente, onde a taxa de desemprego é vergonhosa, ou onde o autoritarismo exclui aqueles que anseiam por uma oportunidade de crescimento.
Por exemplo, em Cuba, quando Fidel Castro assumiu o comando, limitou-se a 400 hectares, depois 67, a quantidade de terra que uma pessoa podia possuir, o restante foi distribuído aos camponeses que não tinham. Se isso fosse feito no Brasil, resolver-se-ia o problema da reforma agrária e todos ganhariam o direito à propriedade. Se no Brasil houvesse, como em Cuba, um teto e não somente um mínimo para o salário pago pelo estado, talvez não houvesse tanta exclusão, salários exorbitantes e exploração e sim a liberdade e o direito de poder comprar e viver bem. Se no Brasil houvesse as vagas de trabalho necessárias aos muitos desempregados, talvez não houvesse tanta criminalidade e consumo de drogas. Mas os “Senhores” Deputados e Senadores, não vejam dessa forma.
Enfim, algumas características de Cuba que não são lembradas é que lá não há analfabetismo, não existem favelas, existe um médico para cada 168 habitantes e não existem filas nos postos de saúde, há vagas de trabalho sobrando e o desemprego é considerado crime. Cuba tem a menor taxa de mortalidade da América Latina, não existe tráfico, cassinos ou bordéis e um em cada sete cidadãos possui ensino superior. Além disso, em 2001, 11 mil bolsistas estrangeiros estavam estudando em Cuba, financiados pelo Governo Socialista. Portanto, é importante se esclarecer alguns pontos sobre o sistema de Governo Cubano, onde o homem, como ser humano, é o centro do sistema, ao contrário do que ocorre no Brasil, nos Estados Unidos e nos outros países capitalistas, onde o dinheiro, o capital e os bens materiais são o centro - a parte mais importante.
O Governo Socialista(marxista-leninista) de Cuba é aprovado pela maioria do povo cubano, que mantém através da escolha de Raúl Castro para o comando, o atual sistema que, é claro, precisa amadurecer em alguns pontos, mas que acima de tudo valoriza o ser humano como pessoa. Pois não adianta termos a liberdade de irmos ao shooping, ao McDonald’s, a Hollyood, se não tivermos os recursos exigidos para adquirir as novidades lá expostas.
Por: Dejair de Castro

Nenhum comentário:
Postar um comentário